Dois dias em Christchurch com dois pequenos: gorilas no Orana, Hägglund e tempestade no Antarctic Centre, gôndola, bondinho e o centro que renasceu.
Relato da nossa viagem de sabático em família, vivido em 19 e 20 de fevereiro de 2019. Na época, o Dudu tinha 4 anos e o Gustavinho, 1. Preços de 2019 aparecem como “o que pagamos”; os valores atuais foram pesquisados em outubro de 2026.
Enfim, Christchurch! A nossa aventura pela Nova Zelândia estava terminando, e com certeza deixaria muita saudade, mas não antes de nos divertirmos com as crianças por aqui também. E boa diversão costuma vir acompanhada de aprendizado.
Dia 1: Orana Wildlife Park
De manhã fomos direto ao Orana Wildlife Park, o zoológico de Christchurch. Além de mostrar ao Dudu vários animais incomuns para nós, brasileiros, queríamos participar da grande atração do parque, o Lion Encounter: você acompanha, de dentro de uma jaula em cima de um caminhão, os tratadores alimentando os leões. Isso mesmo, a centímetros dos leões! É a atividade mais concorrida, então vale reservar com antecedência.
Não participamos: chegando lá, descobrimos que o Dudu não tinha a altura mínima (na época, 140 cm), e o papai não quis ir sozinho e deixá-lo para trás. Sem problemas: o parque ainda tinha muitas atrações, e vimos vários animais sendo alimentados pelos tratadores.
O parque é relativamente pequeno, e conhecemos tudo em pouco mais de duas horas. Caminhamos por conta própria, com o Gustavinho no carrinho a maior parte do tempo (dá para alugar carrinho na entrada). O Dudu fez todo o percurso a pé numa boa: eram tantos animais incríveis que nem vimos o tempo passar. Há também um trenzinho gratuito que circula pelo parque, áreas de piquenique com parquinho e muita sombra.
Fomos numa terça de manhã e o parque estava muito vazio. Muitas vezes éramos só nós quatro diante dos animais. O que mais nos impressionou foram os três imensos gorilas: quase um cara a cara, através de uma enorme parede de vidro. Ficamos todos impressionados.

Dia 1 (tarde): International Antarctic Centre
Na hora do almoço, fomos comer perto da próxima atração, o International Antarctic Centre, ao lado do aeroporto. É um centro de entretenimento sobre a Antártida, onde dá para conhecer a vida, a fauna e a natureza do lugar mais inóspito do planeta.
É superinterativo: tem passeio de Hägglund, um veículo com esteiras no lugar das rodas usado pelos pesquisadores (o Dudu adorou e andou duas vezes!); pinguins azuis; huskies siberianos, com quem dá para tirar foto; cinema 4D; e um simulador de tempestade antártica, que o Dudu e o papai adoraram encarar.

Compramos o ingresso pelo site na noite anterior e, para a nossa sorte, o centro também estava bem vazio. Fizemos todas as experiências em cerca de três horas. Um dia longo, divertido e cheio de aprendizado, principalmente para o Dudu, numa fase curiosa muito gostosa de querer aprender tudo o tempo todo.

Dica para conexões: quem tiver uma espera longa no aeroporto de Christchurch pode dar um pulo no Antarctic Centre. Fica ao lado e tem armários na entrada para guardar as malas.
Dia 2: gôndola até o mirante
No segundo dia subimos de gôndola até o mirante de Christchurch para ter uma visão geral da cidade. É interessante, mas nada demais comparada à de Queenstown. A vista nos trouxe uma descoberta: Christchurch é cidade de praia e tem uma enorme baía. Lá em cima há lanchonete, restaurante e uma passarela em volta do prédio, com vista 360°. Estava vazio e tranquilo, e almoçamos por lá mesmo, curtindo a vista.
Compramos o combo gôndola + bonde, que sai mais barato que comprar separado: em 2019, NZ$ 50 por adulto. Com ele, o bonde fica liberado o dia todo no centro.

Dia 2 (tarde): o centro que renasceu, de bondinho
Deixamos o carro num estacionamento público perto da catedral, onde há um ponto do bondinho. Os meninos adoraram! O dia estava lindo e o clima, muito agradável.
A Dani ficou impressionada com o centro revitalizado e a catedral ainda em restauração depois do terremoto de magnitude 6,3 de 22 de fevereiro de 2011, que deixou 185 mortos, o pior desastre natural da história do país. Praticamente todo o centro foi destruído, e, quase oito anos depois, o que víamos eram prédios modernos e novos, alguns ainda em construção. A Dani tinha estado na cidade em 2007 e não reconhecia quase nada. É estranho percorrer um centro sem prédios antigos, e muito triste pensar no que um terremoto é capaz de causar. Não fomos, mas para quem quiser saber mais, a dica é o museu Quake City.
O bonde passa pelos pontos turísticos e para em vários pontos pelo centro; a volta completa leva uns 50 minutos. Fizemos assim: uma volta inteira para ver tudo e, na segunda, descemos nos pontos de que mais gostamos. A região é tranquila e acessível, o que facilitou muito com o Gustavinho no carrinho.
Hora do parquinho
Depois de muito passear, levamos os meninos ao parquinho perto da catedral: enorme, com inúmeros brinquedos, brinquedos de água e até cama elástica, público e gratuito. Estava cheio de crianças e famílias se divertindo. É muito bom ver um espaço público usado de forma saudável, segura e familiar, algo de que sentimos falta no Brasil.
Saudades da Nova Zelândia
Adoramos Christchurch e toda a incrível Nova Zelândia. Com certeza é um país para voltar inúmeras vezes, e quem sabe ficar para sempre! Nos sentimos muito bem recebidos e não tivemos dificuldade em nenhum lugar. O país é maravilhoso e superpreservado, o contato com a natureza foi incrível, e saímos de lá já pensando na data de volta.
Dicas para quem quer ir hoje
- Orana e Antarctic Centre no mesmo dia: deu certo para nós, saindo cedo para o zoológico e almoçando perto do aeroporto.
- Agasalho: no Antarctic Centre algumas salas são geladas; para o simulador de tempestade eles emprestam a roupa.
- Combo gôndola + bonde: compensa e libera o bonde o dia todo.
- Parquinho: reserve um tempo no fim da tarde para o parquinho do centro (hoje identificado no site das atrações como Margaret Mahy Playground).
Antes de ir, confira (pesquisado em outubro de 2026)
| Item | O que pagamos em 2019 | O que encontramos em outubro de 2026 | Onde confirmar |
|---|---|---|---|
| International Antarctic Centre | NZ$ 59 adulto; NZ$ 29 de 5 a 15 anos; menores de 5 grátis | NZ$ 74 adulto; NZ$ 49 de 5 a 15 anos; menores de 5 grátis; família NZ$ 199; Hägglund com altura mínima de 1,2 m | iceberg.co.nz |
| Orana Wildlife Park | Lion Encounter a NZ$ 45 extra, altura mínima de 140 cm | Entrada adulto em torno de NZ$ 39,50 e criança (5 a 15) NZ$ 12,50; menores de 5 grátis; Lion Encounter pago à parte | oranawildlifepark.co.nz |
| Bonde (Christchurch Tram) | No combo | NZ$ 40 adulto; NZ$ 10 criança (5 a 15); família NZ$ 95; volta completa de 50 min | christchurchattractions.nz |
| Combo bonde + gôndola | NZ$ 50 por adulto | A partir de NZ$ 77 por adulto | christchurchattractions.nz |
| Quake City | Não visitamos | Confira horários e ingressos | canterburymuseum.com |
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Continue a viagem com a gente
- Antes: Lake Pukaki e Lake Tekapo com crianças
- Depois: Melbourne com crianças
- O planejamento do sabático: Sabático em família: dicas para montar o roteiro com crianças
Christchurch: ótima para começar ou terminar a Ilha Sul
Com aeroporto internacional, atrações para crianças de todas as idades e um centro fácil de percorrer com carrinho, Christchurch funciona muito bem no início ou no fim de um roteiro pela Ilha Sul. Conte para a gente as idades dos seus filhos e as datas, e a Pequenos na Mala monta o roteiro para a sua família. Também estamos no @pequenosnamala.
Perguntas frequentes
O que fazer em Christchurch com crianças?
Em dois dias fizemos o Orana Wildlife Park, o International Antarctic Centre, a gôndola até o mirante, o bondinho pelo centro e um parquinho público enorme perto da catedral.
O International Antarctic Centre vale a pena com crianças pequenas?
Para nós foi um dos pontos altos: Hägglund, pinguins azuis, huskies, cinema 4D e simulador de tempestade. Levamos cerca de três horas. Hoje o Hägglund exige altura mínima de 1,2 m.
Criança pode participar do Lion Encounter do Orana?
Em 2019 a altura mínima era de 140 cm, e o Dudu não pôde. A atração é paga à parte; confira as regras atuais no site do parque.
Vale comprar o combo gôndola + bondinho?
Para nós valeu: saiu mais barato que comprar separado, e o bondinho dá direito a subir e descer o dia todo nos pontos do centro.




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