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Waikiki com crianças: nossa chegada ao Havaí voltando no tempo

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Como foi chegar ao Havaí com dois filhos pequenos: escala por conta própria em Osaka, Kahanamoku Beach, a lagoa do Hilton, a estátua do Duke e hula no pôr do sol em Waikiki.

Relato da nossa viagem de sabático em família, vivido entre 2 e 4 de junho de 2019. Na época, o Dudu tinha 4 anos e o Gustavinho, 1. Os valores que pagamos são de 2019; as informações atuais foram pesquisadas em outubro de 2026.

Chegamos no Havaí antes de sair do Japão. Calma, eu explico: embarcamos em Osaka às 23h20 do dia 2 de junho e, depois de 7h30 de voo, pousamos em Honolulu às 11h50 da manhã do mesmo dia 2 de junho. Estilo De Volta para o Futuro! No começo da volta ao mundo, voando da Argentina para a Nova Zelândia, a gente tinha “perdido” o dia 29 de janeiro inteiro. Agora recuperamos um pedaço dele.

Lagoa artificial do Hilton Hawaiian Village e criança brincando de pá na areia de Waikiki, no Havaí
A lagoa do Hilton (à esquerda) e o Gustavinho trabalhando duro na areia de Waikiki

De Hong Kong para Honolulu, com escala por conta própria em Osaka

Nosso voo saiu de Hong Kong às 11h20. A opção mais em conta para chegar ao Havaí foi juntar duas companhias diferentes: Hong Kong Airlines até Osaka e AirAsia de Osaka até Honolulu. Como não era conexão da mesma companhia, tivemos que desembarcar, passar pela imigração no Japão, pegar todas as malas e fazer um novo check-in.

Eu precisava de visto para o Japão e, como já tínhamos planejado essa escala, tirei o visto de dupla entrada: a primeira para o mês que passamos no Japão e a segunda para essa parada a caminho do Havaí.

Foram pouco mais de 3 horas até Osaka. Chegamos descansados por volta das 16h e o voo para o Havaí só saía às 23h. Deixamos essa folga de propósito, por causa da imigração, das malas e do novo check-in, e foi tranquilo. Aproveitamos para jantar no aeroporto e matar a saudade da comida japonesa (e das lojinhas, claro). Passar umas horas num aeroporto japonês não foi sacrifício nenhum.

O voo noturno foi ótimo. Demos sorte: a fileira de trás estava vazia, então eu me mudei com o Dudu para lá. A Dani e o Gustavinho ficaram com três assentos, e eu e o Dudu com outros três. Resultado: as crianças dormiram o voo todo!

Em Honolulu, pegamos um Uber até o nosso Airbnb, um studio simples dentro de um hotel antigo, mas limpo e muito bem localizado, a um quarteirão da praia de Waikiki e pertinho do maior shopping da região. Fomos a pé jantar e fazer as compras de mercado da semana.

Primeiro dia: Kahanamoku Beach e a lagoa do Hilton

O jet lag cobrou a conta: acordamos por volta das 11h e só chegamos na praia lá pelas 13h. Começamos pela Kahanamoku Beach, em frente ao Hilton Hawaiian Village, onde fica a Hilton Lagoon, uma lagoa artificial de água do mar com famílias brincando, pedalinhos e stand up paddle. Os coqueiros davam uma sombra providencial, porque fazia quase 30 °C e sol forte.

O complexo do Hilton tem lojas e restaurantes abertos ao público, não precisa ser hóspede para circular. Como tínhamos tomado café muito tarde, pulamos o almoço e fizemos um piquenique com lanches da ABC Store, um minimercado embaixo de uma das torres. Foi super útil.

Sendo sinceros: a primeira impressão não foi a que esperávamos

As crianças adoraram, claro, tanto a praia quanto a lagoa. O mar é calmo, ideal para elas. Mas nós esperávamos uma praia mais limpa e mais bonita. Mesmo numa segunda-feira estava cheia, e o que mais incomodou foram as bitucas de cigarro na areia, bem do lado de onde os meninos brincavam. Também não curtimos a areia mais escura, a água um pouco turva e as pedrinhas no fundo. Compramos sapatilhas de água para os meninos brincarem com mais conforto.

Mas tudo bem: estávamos no Havaí, e achar uma praia que nos impressionasse não ia ser difícil.

  • Gustavinho com a prancha de bodyboard na areia de Waikiki e Dudu olhando o mar azul com a prancha debaixo do braço
  • Dudu sorrindo na mureta da praia de Waikiki com coqueiros e mar turquesa, e coqueiros no fim de tarde
  • Show gratuito de hula sob a figueira-de-bengala no Kuhio Beach, em Waikiki, e Dudu na beira do mar com os hotéis ao fundo

Segundo dia: agora sim, bem-vindos ao Havaí!

No dia seguinte caminhamos em direção à parte mais turística de Waikiki, onde fica a estátua do Duke. O caminho pela Kalākaua Avenue nos surpreendeu muito: lojas de grandes grifes, hotéis luxuosos com galerias e restaurantes, tudo na orla. Um passeio muito agradável.

Ali a praia estava mais limpa do que perto do Hilton: mar calmo, água azul e transparente, muita estrutura e sombra de coqueiros na areia. O único porém continuava sendo a lotação (e a areia, que podia ser mais clara). Mesmo assim, adoramos o dia. Brincamos muito na areia e no mar, almoçamos no McDonald’s em frente à praia e voltamos para mais castelos de areia.

A estátua do Duke Kahanamoku

Foi nessa praia que cresceu o havaiano Duke Kahanamoku, considerado o pai do surf moderno por levar o esporte para o mundo. A estátua dele virou um dos pontos mais famosos de Waikiki, e o Dudu, que depois da aula de surf na Austrália já se achava profissional, fez questão de posar com a prancha. O Gustavinho, por sua vez, não sabia se preferia fazer castelo de areia ou nadar. Ainda bem que não precisou escolher.

Criança com prancha inflável na estátua do Duke Kahanamoku e menino sorrindo nas pedras com o mar azul de Waikiki ao fundo
O “surfista” Dudu com o Duke e o mar de Waikiki do jeito que a gente sonhava

Hula no pôr do sol

No fim da tarde, um grupo local se apresentou com hula na praia, e o pôr do sol ficou ainda mais especial. Foi aí que sentimos: agora sim, estamos no Havaí!

Alugar carro em Oahu: o que fizemos

Para explorar outras praias da ilha, decidimos alugar um carro e fui buscá-lo no aeroporto na manhã seguinte. Reservamos pelo aplicativo RentCars e pagamos pouco mais de US$ 200 por 5 diárias, em 2019. Como devolvemos o carro no aeroporto no dia de ir embora, economizamos também o transfer de volta.

Com o carro, fomos atrás de um Havaí mais rústico: primeiro a Hanauma Bay, que virou a queridinha da família, e depois as praias calmas e as tartarugas de North Shore.

Dicas para quem quer ir hoje

  • Escala com companhias diferentes: se juntar dois bilhetes separados, deixe uma folga grande (nós deixamos 7 horas) e confira se você precisa de visto para o país da escala, porque vai passar pela imigração.
  • Voo noturno com crianças: foi o que salvou a nossa chegada. Elas dormiram o voo inteiro e chegamos no meio do dia.
  • Reserve o primeiro dia para o jet lag: nosso primeiro dia começou às 11h, e tudo bem.
  • Sapatilhas de água: ajudam com as pedrinhas no fundo em alguns trechos.
  • Lagoa do Hilton para os pequenos: água parada e sem onda, ótima para quem ainda não nada.
  • Minimercados ABC Store: estão por toda parte e resolvem lanche, água e protetor solar.
  • Fim de tarde perto do Duke: pôr do sol e hula na praia fecharam nosso dia com chave de ouro.
  • Bandeira vermelha: algumas praias de Oahu fecham por causa de caravelas-portuguesas. Respeite os avisos dos salva-vidas.

Antes de ir, confira (pesquisado em outubro de 2026)

ItemO que vivemos em 2019O que verificar hojeOnde confirmar
Visto americano—Brasileiros precisam de visto B1/B2; prazos de agendamentotravel.state.gov
Escala no JapãoPrecisei de visto de dupla entradaBrasileiros com passaporte eletrônico estão isentos de visto para turismo de até 90 dias (medida prorrogada até 29/09/2029)Embaixada do Japão no Brasil
Show de hulaAssistimos de graça, no pôr do solDias e horários do Kuhio Beach Hula Showgohawaii.com
Condições do marBandeiras vermelhas por caravelas-portuguesas em algumas praiasAlertas e condições das praias no diaHawaii Beach Safety
Aluguel de carroPouco mais de US$ 200 por 5 diáriasPreço atual, seguro e taxa de devolução no aeroportoCotação na locadora ou com a Pequenos na Mala

Veja também no Instagram e no YouTube

Assista ao nosso vídeo do Havaí e veja os posts que publicamos no @4familytrip durante a viagem:

Nosso vídeo do Havaí no canal 4FamilyTrip

Continue a viagem com a gente

Quer levar seus filhos para o Havaí?

Voo longo, fuso de muitas horas, escolha da praia certa para cada idade, carro ou não: são esses detalhes que fazem a diferença entre uma chegada cansativa e um primeiro dia gostoso. Conte para a gente a idade dos seus filhos, as datas e de onde vocês saem, e a Pequenos na Mala monta um roteiro de Oahu no ritmo da sua família. Também estamos no @pequenosnamala.

Perguntas frequentes

Waikiki é boa para crianças pequenas?

Para nós foi. O mar é calmo na maior parte da faixa de areia, há muita sombra de coqueiros e tudo é perto a pé. O ponto fraco é a lotação: em 2019 achamos a praia cheia e, perto do Hilton, com bitucas de cigarro na areia. Sapatilhas de água ajudaram os meninos com as pedrinhas no fundo.

Qual parte de Waikiki escolher com crianças?

Gostamos das duas pontas que conhecemos: a Kahanamoku Beach, com a lagoa artificial do Hilton Hawaiian Village (água parada, pedalinhos e SUP), e o trecho perto da estátua do Duke, onde a água estava mais transparente e a praia mais limpa.

O show de hula em Waikiki é pago?

O Kuhio Beach Hula Show, perto da estátua do Duke, é gratuito e acontece ao ar livre no fim de tarde. Dias e horários mudam ao longo do ano, então confira a agenda no site oficial de turismo do Havaí antes de ir.

Vale alugar carro em Oahu?

Para explorar outras praias da ilha, para nós valeu. Em 2019 pagamos pouco mais de US$ 200 por 5 diárias pela RentCars e devolvemos o carro no aeroporto, o que já resolveu o transfer de volta. Esse valor é de 2019; hoje é preciso cotar.

Brasileiro precisa de visto para o Havaí?

Sim. O Havaí é um estado dos Estados Unidos, e brasileiros precisam de visto americano (não basta o ESTA). Confira as regras atuais no site do Departamento de Estado dos EUA.